1 de outubro de 2014
servos da terra

1Pe. Airton Freire

“E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Rm 5,5)

Aos poucos, vamos nos dando conta de que nossa vida vai passando por transformações, mudanças a perder as contas. Na verdade, vale tão só aquilo pelo qual a vida ganha sentido. Assim, vamos assumindo, intuindo, discernindo o que, afinal de contas, vale viver (nem sempre por maneiras certas, nem sempre por maneiras tontas). Há que se lembrar: no final, somente o amor resistirá a qualquer mudança, só ele permanecerá, só ele o tempo jamais apagará.

Aos poucos, nós vamos percebendo que, se em algum momento de nossa vida, estávamos começando a desistir, a graça, a tempo, veio nos alcançar, e a esperança – que não decepciona, se posta em Deus – depressa veio nos socorrer. Por termos acreditado, o Senhor Deus não nos faltou.

Aos poucos, vamos esvaziando a alma ou a mente daquilo que com Deus não pode combinar, a vida vai tomando um rumo diferente daquele que até então vinha seguindo, e, sendo obra do amor que nos está acontecendo, mudanças vão surgindo, o nosso coração vai antevendo, e a mente vai intuindo que algo novo está surgindo, um novo tempo está começando. A esperança, que, de nós, andava tão afastada, vai voltando ao ponto de onde nunca deveria ter partido, a mesma que, em nós, aceitamos, para aí fazer morada. Dela, parte a alegria de viver que, por um tempo, andava de nós, afastada, por razões que à esperança eram estranhas, aquelas que, aos poucos, foram se distanciando. Como as primeiras chuvas que irrigam os campos, a alegria vai voltando, e aquilo que antes inquietava o nosso coração vai cedendo lugar à esperança, que, novamente, em nós, vai habitando.

Aos poucos, mudanças vão acontecendo. O que antes parecia árido ou sem vida vai florescendo, e lentamente, como nas mudanças das estações, o nosso coração é capaz de se alegrar e de sentir novas emoções por coisas que, antes, nelas nem poderíamos pensar, tampouco delas escutar. Como a terra seca e árida do sertão que recebe as primeiras chuvas, a nossa alma vai se renovando. Tanto os antigos propósitos, como as antigas inquietações e dúvidas, ao novo, espaço vão dando.

Aos poucos, vamos percebendo que o novo tempo para nós está sendo bem mais do que poderíamos planejar e, tão somente, por termos dado espaço à graça que por nós já procurava, por nós já ansiava e agora espaço pôde encontrar. E, nesse novo tempo que está nascendo, convém que cultivemos a esperança, que não a deixemos fenecer, pois, quando ela nasce, é como tenra planta que, não se tendo com ela cuidado, pode esmorecer e, na primeira oportunidade, procurar outro espaço onde possa, como em ti, desenvolver-se.

Por isso, poderíamos então nos perguntar: quais os sinais de esperança de vida nova ou vida plena que, em nós, malgrado as dificuldades, podemos observar? Quais as coisas das quais antes nos sentíamos tão distantes e que, no exato instante que estamos vivendo, fazem parte do cotidiano? Como plantas que brotam da terra nas primeiras chuvas e não deixam a esperança morrer quando parecia já estar morrendo, sinais de esperança, em nós, há. Acontecimentos, dentro ou fora de nós, falam da nova estação que está a emergir, e os primeiros sinais de brotos já se podem observar.

É preciso, então, cultivar a esperança. Não há lugar para ânsias, o tempo da espera está quase no fim, e o que, dantes, para nós, parecia impossível, agora, já se conta como bem provável, porque o Senhor assumiu a nossa causa e nos fez sinal do amor que não esconde alegria. Pois não fomos deixados à revelia, tendo acreditado que, após a longa noite, nasceria o dia. Um novo tempo está nascendo. Os campos estão florindo. O que hoje estamos plantando, em breve, estaremos colhendo, e a graça, que não nos faltará, sendo cultivada, até o último instante, será aliada da esperança que jamais nos decepcionará. Um novo tempo para nós está surgindo. Sinais deste novo momento, os seus sons primeiros, estão se ouvindo. É tempo de se alegrar. Ainda que longa tenha sido a travessia, dela será o canto do novo dia que já começa a raiar. O Senhor tem sido fiel e, nestes tempos de agora, ainda permanece. Não vale esmorecer, entregar-se, mas integrar-se, porque valeu a espera. O Senhor está lá fora, e, em breve, o dia vai chegar.

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FrenteA Novena consiste na reza diária de 24 Glórias ao Pai em ação de graças à Santíssima Trindade pelos 24 anos da vida da gloriosa Santa.

Reza-se a seguinte oração, seguida de 24 Glórias ao Pai, sempre finalizadas com a Jaculatória.

Oração: “Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, eu Vos agradeço todos os favores e graças com que enriquecestes a alma de vossa Serva Santa Teresinha do Menino Jesus, durante os 24 anos que passou na terra, e pelos méritos de tão querida Santa, concedei-me a graça que ardentemente vos peço, se for conforme a vossa santíssima vontade e para a salvação de minha alma. Amém”.

Glória ao Pai: “Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos, Amém”.

Jaculatória: “Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!”

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