7 de Março de 2012
servos da terra

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Nós, Grupos da Terra, só seremos reconhecidos depois que formos conhecidos. E só seremos conhecidos depois que existirmos. Nós só seremos reconhecidos quando formos; quando revelarmos a Face de Cristo.”

 (Pe. Airton Freire – III Retiro dos Grupos da Terra, Arcoverde/PE em 09/Janeiro/2009)

 

 

Por que o nome Grupos da Terra?

Porque nós somos aqueles que buscam fazer na Terra a vontade do Pai que está nos céus. Estamos plantando o que outras gerações cuidarão. Que nossa espiritualidade atravesse milênios. E isso acontecerá se ela estiver em Cristo. “Como a da águia, a sua juventude se renova” (Salmo 102, 5).

Qual a nossa Espiritualidade?

Uma espiritualidade que seja, no mundo, um sinal do amor misericordioso de Deus, em suas mais diversas formas, é a nossa espiritualidade. Esta é a nossa identidade e, por ela, seremos reconhecidos. Na espiritualidade dos Grupos da Terra nós temos os pés no chão e os olhos no alto.

Ser fiel no pouco. Isso é da nossa espiritualidade. Somos provados para sermos aprovados. “Servo bom e fiel, Deus te dará o governo de dez cidades” (Lc 19, 17).

Transparência, colegialidade e eficiência: são nesses três pontos que está fundamentada a nossa espiritualidade.

Para nós, Grupos da Terra, não pode faltar espiritualidade, formação e um plano de ação.

A que viemos?

Viemos para servir e isso dá razão a nossa vida, ao nosso existir.

Porque em Cristo fomos reconciliados, somos servos da Divina Misericórdia, servos por amor; e qualquer ação que tivermos no mundo há de expressar a gênese de nossa unidade e identidade. “E a nossa união é com o Pai e com o Filho” (cf. I Jo 1, 3), ponto inaugural de nossa união uns com os outros. Unidos uns aos outros “pela mesma fé, pelo mesmo batismo e pelo mesmo Senhor” (cf. Ef 4, 5) nós daremos ao mundo testemunho da unidade.

Precisamos conhecer a raiz da nossa motivação. A motivação é a causa causante (causa primeira) e o motivo é a causa causada. Motivo e motivação são coisas diferentes. Ou eu estou, na verdade, servindo a Deus ou eu estou querendo aparecer. Não se esqueçam que de concessão em concessão muda-se rumo e direção.

E nosso carisma?

Revelar o Pai, como Cristo nos revelou, segundo as necessidades do tempo.

Nosso carisma consiste em revelar o Pai como Cristo nos revelou e cada um viver a unidade do carisma com os talentos que lhes tenham sido confiados, ficando atentos às necessidades do tempo, em nosso espaço, neste mundo, lugar de onde os apelos nos têm chegado. Esses apelos chegam e nos alcançam em diversos estados de vida: leigo, religioso ou consagrado. De cada um, segundo suas possibilidades e especificidade; para cada um, segundo suas necessidades.Nisto, embora muitos, seremos muitos e, em tudo, o Pai será glorificado.

Nós temos missões diferentes, mas formamos um só carisma. Nós estamos traduzindo pelos Grupos da Terra o que já é vivido pela Igreja inteira.

E nossa mística?

Viver segundo o nosso modelo de vida, Jesus Cristo, pobre, servo e humilde. O que nos caracteriza é o seguimento a Cristo com simplicidade de vida

Tu precisas santificar o santo nome que em ti há. Tu precisas de um tempo de silêncio, em oração. Tu precisas do sacramento da reconciliação. Ao menos, semanalmente, hás que participar do santo sacrifício da celebração. Tu precisas ter uma vida pessoal e sacramental condizentes com teu estado de vida, para ser recomposta a unidade perdida.

Se existe em ti o desejo de a unidade reconstruir, isso é porque para ti sem unidade sabes que não há existir. A unidade entre coração e mente te dá equilíbrio.

Temos, pois, como primeiro ponto: recompor a tua unidade interna. Segundo ponto: tu és pertença do Senhor e as áreas tuas que são marcadas pelo pecado precisam ser transformadas, como condição de que tu vivas a Verdade plena que por ti se consagrou. “Que eles sejam um como nós somos um” (Jo 17, 22). Este é o terceiro momento que diz respeito a unidade que precisa haver entre nós, enquanto grupos da terra.

E como se dará a nossa práxis?

Pelo anúncio, diálogo, testemunho e serviço. Servir para anunciar; anunciar para servir. Entre ambos, localiza-se o diálogo (διαλογος) com a Palavra e com o mundo e somente desta forma, poderemos testemunhar (μαρτυρειν). Unidade interna e externa, volto, outra vez, a enfatizar.

Em qualquer que seja a obra nossa, nós deveremos revelar a face misericordiosa de Deus. Nós somos servos da Misericórdia, irmãos da Santa Esperança.

Tu és construtor da esperança. O mundo precisa de testemunho na ordem do que tu podes fazer. Que o mundo possa ver as razões da tua alegria e da tua esperança. Alimenta a esperança, foge da ilusão.

Meus amigos, filhos, filhas, Grupos da Terra, imprescindível não é tanto o que vocês tenham começado afazer, mas que vocês trabalhem, primeiramente, o ser. Vocês precisam ser para, depois testemunhar.

O mundo precisa perceber em ti um ser integrado. Que a Face misericordiosa possa em ti ser revelada. Na unidade tu estarás por inteiro, não dividido, e a Face tornar-se-á refletida em ti e em teu derredor.

Que tenhas consciência, então, que teus atos favorecerão ou desfavorecerão toda a tua consagração à verdade. Atos com a Verdade não condizentes serão motivos de grandes sofrimentos para ti pessoalmente e para todo o corpo do qual, sacramentalmente, és pertencente (cf. Cl 3, 3-4).

O amor efetivado é o amor que permaneceem atos. Atua credibilidade está em que teus atos revelem o amor que tu dizes ter ao Ser amado.

Sê tu o vigia do espaço de tua maior sacralidade. Algumas podagens poderás, ao longo das estações, ter que suportar, mas o fruto valerá a pena a pena que háem esperar. Hásque está disponível para alcançar.

Será esta tua primeira missão, que é missão de amor: viver a verdade plena, aquela que por ti se consagrou (“e, por eles, a mim mesmo me santifico, para que sejam santificados na verdade”, disse o Senhor – cf. Jo 17, 19).

E se, um dia, alguém lhes perguntar a sua a espiritualidade, qual o seu carisma, qual a sua missão?

Tu vais dizer: a minha espiritualidade é aquela que brota do lado esquerdo de Cristo Jesus; é aquela que dá testemunho pela água, pelo sangue e pelo Espírito (cf. I Jo 5, 8). Os três dão testemunho da Verdade, que é o Senhor Jesus. Nós somos servos da misericórdia, dispersadores da misericórdia de Deus, por um estilo de vida, por um modo de ser, vivendo em comunhão com o Pai e Filho, no Espírito, na Igreja Unam, Sanctam, Catholicam et Apostolicam que o Senhor fundou.

No mundo estamos para darmos testemunho da Verdade, que é Cristo Jesus (cf. Jo 14, 6), em diversos estados de vida religioso, leigo e consagrado, todos vivendo o mesmo de, seguindo o modelo e a vontade do Senhor, buscarmos a santificação pela Verdade (cf. Jo 17, 17). Em razão disso, em qualquer situação, permaneceremos em seu amor (cf. I Jo 4, 16) pautando nossa conduta pela ética da alteridade.

Qual o formato que devem apresentar os Grupos da Terra?

Buscamos nos apresentar ao mundo conforme o modelo dos primeiros cristãos: na partilha do pão, na vivência fraterna e na partilha da Palavra (cf. At 4, 32-35). Assim, todos os Grupos da Terra devem apresentar:

Na Espiritualidade

Devoção à Divina Misericórdia: “Uma grande devoção a Divina Misericórdia. Um grande amor a Misericórdia Divina. E isso foi definido para toda a Igreja, que nós assumimos de forma particular através do documento Dives in Misericórdia, de João Paulo II.”

Assim, que nas reuniões dos grupos esteja presente a oração do Terço da Misericórdia.

Adoração ao Santíssimo Sacramento: “Que pudéssemos ter um momento em que nos reuníssemos para adorar ao Senhor Jesus.”

Assim, que os membros de cada grupo estejam, juntos, uma vez por mês em Adoração.

Presença da Cruz Celta nas Reuniões: “Queria pedir a vocês que nunca faltasse nas reuniões de vocês essa cruz nossa, a Cruz Celta. Ela simboliza a universalidade da nossa fé.”

É preciso enfatizar que cada Grupo da Terra deve se reunir semanalmente ou quinzenalmente.

Na Partilha do Pão e da Palavra

Partilha do Pão: Que os grupos possam viver momentos de oração nas reuniões, e na presença do fruto do trabalho humano, partilhar sobre suas experiências pessoais, a fim de todos estarem em unidade com a vida dos membros do seu grupo.

Partilha da Palavra: Que os grupos possam crescer no conhecimento da Palavra através da vivência de momentos de partilha, acerca da interpretação pessoal de leituras de textos Bíblicos; do estudo dos textos, livros e/ou cd´s do nosso fundador, Pe. Airton Freire.

Na Vivência Fraterna

Visita dos Grupos entre si: Que a cada mês os Grupos da Terra possam estar se visitando entre si, para a Partilha do Pão e/ou a Partilha da Palavra.

Participação junto ao Corpo Grupos da Terra: Que os grupos estejam presentes nos eventos/missas/retiros/adorações/estudos dos Grupos da Terra.

Na Formação

Formação: Que os grupos busquem crescer no conhecimento da Palavra e da Espiritualidade característica dos Grupos da Terra. Isto se dará através de formações e do estudo dos textos, livros e/ou cd´s do nosso fundador, o servo menor.

No Serviço

Ação Social e/ou Espiritual: É imprescindível que cada Grupo da Terra apresente uma ação social e/ou espiritual aos mais necessitados.

Entrada, saída e a permanência dos membros dos Grupos da Terra

Entrada: Esta se dará por meio da indicação de um membro do grupo (“ad experimentum”). Em seguida, o nome indicado será então votado (votação secreta), podendo assim ser aprovado ou não para a entrada no grupo. Após três meses de experiência, faz-se novamente uma votação sigilosa (secreta) afim de que o(s) novo(s) membro(s) possa(m) ou não ser efetivado(s) como integrante(s) do grupo. Estas duas etapas deverão ocorrer durante a Quaresma e/ou Advento.

Saída/Permanência: Todos os membros deverão votar (votação secreta) e ser votado, afim de que assim se decida quem permanecerá ou não no grupo. Isto deverá ocorrer com o propósito de que todos os grupos possam ser constituídos por integrantes com comprometimento. Uma vez que os membros não podem “ir para as reuniões quando querem”. É preciso ter zelo pelo grupo. Esta votação deverá ocorrer durante a Quaresma e/ou Advento.

 

29 de Fevereiro de 2012
servos da terra

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Questionar o matrimônio, nos limites de sua crise atual, para preservar dele sua razão de ser como espaço de geração da vida e participação no processo criador, o que inclui, também, o cuidado com os filhos, implica se referir ao conjunto de princípios fundamentais que o norteiam. Face a uma crescente onda de apresentá-lo como espaço de convivência, com um fim em si mesmo, que não a precípua razão de expressar amor e respeito mútuos, pela vida partilhada um com o outro e com os filhos, há que se reafirmar não haver outra principal razão de ser dessa específica relação a dois e que isso constitui o “núcleo comum sobre o qual convém não ceder”. Essa referência, nesses termos, ao matrimônio, poderia servir de suporte para a compreensão do que ele vem a ser.

Há, no matrimônio, uma ética e uma deontologia que implicam em ter claros objetivos quando vem a acontecer. Assim posta a questão, pode-se, a partir daí, ter a medida de referência capaz de responder a eventuais disposições regulamentares (em parlamentos já aprovadas) suscetíveis de querer modificar o estatuto do matrimônio. De outra parte, para dar apoio à implantação eventual de estruturas novas, como, por exemplo, a participação e a responsabilidade da mulher na vida social e familiar de forma conciliada, é preciso distinguir entre as práticas oriundas um modelo patriarcal e conservador e princípios inerentes ao lugar único da mulher na sociedade, a partir da família, cuja ausência traz consigo graves prejuízos para a saúde dos próprios filhos. Embora nem sempre tais questões tenham sido bem compreendidas (emoções afloram rapidamente, a partir desse tema, sob o já conhecido embate de homem X mulher), um número crescente de pessoas tem se engajado a trabalhar pela afirmação e defesa da instituição familiar.

É possível formar e informar àqueles que se interrogam sobre a razão de ser do matrimônio como sendo ali o lugar possível da demanda consciente e humana de “não ser bom o homem ficar só” (Gênesis). É também possível, aos que se interrogam sobre a especificidade da vida matrimonial, deixar claro seu valor e seu lugar, hoje, apesar da fragilidade das relações, no campo social, com desdobramentos tantos para a vida de todos os indivíduos. Os que, nos princípios que marcam a razão de ser da família, reconhecerem-se, serão convidados a sustentá-los,  isto é, mantê-los.

Pe. Airton Freire

23 de Fevereiro de 2012
Pe. Airton Freire

Toda família sertaneja conhece de perto o valor que a água potável possui. Para o agricultor, a água representa um tesouro que cai do céu e toda a família aguarda a chegada.

Na comunidade de Xucurus, zona rural de Arcoverde, a realidade árida não é diferente. Mas esse cenário começou a mudar, a partir deste mês. Um projeto em parceria da Fundação Terra e Fortlev está promovendo a doação e instalação de vinte cisternas na comunidade Xucurus, contemplando as famílias mais necessitadas.

No período de 10 a 23/01 foram instaladas as primeiras cinco cisternas. Os moradores de Xucurus receberam treinamento sobre a instalação e manutenção das cisternas, sob orientação da Coordenadora de Projetos e Marketing da Fortlev, Ana Lúcia Rodrigues e equipe de técnicos. “Cada uma dessas famílias precisa armazenar de forma melhor, limpa e segura a água da chuva para seu consumo”, lembra Ana Lúcia.

Com esta iniciativa, a Fundação Terra espera contribuir para a melhoria da qualidade de vida da comunidade sertaneja, aproveitando os recursos disponíveis no seu entorno.

Multimídia Terra


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