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Numa Ribeira da Zona Rural de Buíque conhecida como Xucurus, situada a 36 km da cidade de Buíque e a 14 km de Arcoverde, vivem 21 famílias dispersas (não aglomeradas). É uma gente muito pobre. Todos vivem do que a terra dá na época das chuvas (milho, feijão, jerimum, melancia, maxixe), da criação de animais de pequeno porte (galinhas e algum porco ou bode) e da bolsa família do Governo Federal. A dieta básica é feijão, farinha, arroz e, às vezes, carne (geralmente de alguma caça ou de galinha). A maioria habita em casas de taipa de três cômodos: sala, quarto e cozinha, onde vivem, em média, oito pessoas por moradia, sem luz elétrica e sem água. Quase todos os adultos são analfabetos. O principal meio de transporte é a carroça de burro ou o carro de boi. Segundo esta gente, as necessidades mais urgentes para eles são: água, energia, e casas de alvenaria. Para estudar, as crianças precisavam ir a pé para a escola mais próxima, que ficava a 9 km – num assentamento do MST. Lá foi construída uma sala de aulas, extensão da Pax Christi Schola da Fundação Terra - a Escola da Terra Xucurus, onde estudam 18 crianças – com idades que variam de 4 a 17 anos. Elas estudam no Sistema Multisérie (várias séries numa mesma sala e ao mesmo tempo - do pré-escolar ao 5º ano, com a mesma professora). Quanto às demandas elegidas como prioridade pelas famílias, foram dados os seguintes encaminhamentos: Água: serão construídas cisternas com capacidade para armazenar 15 mil litros de água da chuva. Contato já feito com a ASA – Associação do Semi-Árido, dentro do Programa 1 milhão de cisternas, do Governo Federal; Energia elétrica: fez-se um contato com o engenheiro da CHESF, Humberto Pessoa, em Garanhuns, responsável regional pelo Programa Luz Para Todos, do Governo Federal. Nada de concreto foi firmado; Casas de alvenaria: uma casa de alvenaria foi feita para uma família que mora próximo da Escola da Terra Xucurus. Faltam pelo menos 20 casas, ainda.
19 a 20/5/2013
teste Agenda Terra
Fortaleza