30 de junho de 2016
servos da terra

3“Quando o olhar não se adequa à visão ou quando a visão ultrapassa a capacidade de olhar, ocorre um desequilíbrio no ato de querer enxergar. Se o teu olhar não consegue enxergar, malgrado o que se possa capturar, algo é preciso fazer. Estás diante de dois determinantes acerca dos quais hás que te posicionar, pois pode acontecer que a tua forma de ser e consequente proceder resultem de algo que já tenha feito morada em ti, não obstante o teu não querer. Isso pode se romper, independentemente de tua vontade. Podes enxergar algo que não corresponda, plenamente, à realidade. Podes não enxergar o que é próprio do teu viver. Pois, a partir de um olhar, que não seja o teu, mas de um outro, tu poderás ver. A partir de um querer, que seja um querer do outro, tu haverás de balizar a tua forma de ser. Então, a visão que daí resultará te possibilitará enxergar-te nos pontos que te farão de limites e potencialidades tuas consciente. O outro pode tanto te esconder quanto revelar a verdade que está a tua frente. Precisas discernir, primeiramente, a razão do teu olhar e a qualidade da tua visão, pois nem toda evidência, aquilo que captura o teu olhar, pode dizer da verdade única da realidade. Por quê será? Convém falar: a forma que tu tens para enxergar é condicionada por um paradigma, este convencional e humano, que te permite de determinada maneira enxergar. Mudando-se o paradigma, mudará também, consequentemente, a tua forma de enxergar. A nada convém, portanto, absolutizar. Absoluto existe um, o Senhor, que, por sua natureza própria, é somente amor e, enquanto amor, de constante, ele se dá. O que fugir a essa regra precisa ser questionado, a fim de que nenhuma visão, nenhum olhar, seja absolutizado, a partir de determinada situação que estejas a vivenciar.” (Pe. Airton Freire)

30 de junho de 2016
servos da terra

29 de junho de 2016
servos da terra

2“Tu tens dentro de ti certas moradas, espaços interiores, que, se bem cuidados, poderão te levar a profícuos resultados. Todavia, estando desencontrados, tu te perceberás sem rumo, fazendo e desfazendo, dizendo ou desdizendo o que, em situações normais, não te permitirias jamais. O teu espaço interior precisa, a todo custo e valor, ser mantido, preservado; ele é semelhante a um rio que está ligado à fonte: se perder esse contato, não tem mais de que se alimentar. É como aquele que traz consigo um certo encanto e, perdendo também o contato com o que o encanta, não sente mais por que continuar. O teu espaço interior pode ser motivo de satisfação, alegria, sofrimento, dor. Por isso, chegado ao ponto em que tu estás, olhando os meses transcorridos, tudo o que ficou para traz, tu poderias te perguntar: afinal de contas, onde reside atualmente meu maior encanto? O que responde por certos desencontros ou desencantos? O que poderia ter sido melhor aproveitado? De que meu coração se sente todo saciado? O que ainda eu busco e não tenho encontrado? Afinal de contas, a tua morada interior, se for bem preservada, poderá também ser espaço onde tu encontrarás o sentido para persistir, mesmo nas quedas ao longo da jornada. Por isso, reserva esse espaço de tua sacralidade para um tempo de exclusividade com o teu Senhor. Se, em razão dos afazeres da tua vida, isso for descuidado, tu te perceberás sedento, sem que nada a tua sede possa aplacar e, como que distraído ou de ti mesmo esquecido, não encontrarás espaço nem mesmo onde acreditavas ser teu lugar. Deserto de pura aridez, começarás então a atravessar. Conserva o teu espaço interior, a tua morada, que por nada nem por ninguém seja ela violada; mas, com toda tua defesa, seja ela preservada.” (Pe. Airton Freire)

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