10 de dezembro de 2017
servos da terra

O que é o tempo do Advento?

O tempo do Advento é característico do Ocidente, que poderá ser compreendido como a vinda de Jesus entre os homens e a vinda do fim dos tempos: Jesus que vem para ser início, meio e fim. Daí, o Advento ser caracterizado como tempo de espera e de esperança. É essa mística cristã do princípio e do fim que nos faz mergulhar profundamente na liturgia.

O que seria então essa preparação?

O reconhecimento dos enfeites que faltaram durante o ano que passou. O enfeite do perdão, do discernimento, da alegria, da humildade, da reconciliação e do trabalho incansável pelos pequeninos; o tempo da leitura bíblica, do pagamento do dízimo e tantos outros enfeites que nos aproximam do tempo do Advento de forma consciente da opção que fizemos por Jesus Cristo.
A Igreja, em sua santa sabedoria, reserva-nos uma oportunidade de conversão por meio do tempo do Advento. As quatro semanas que nos separam do Natal é o tempo da renovação do compromisso de aceitar, de forma definitiva, o Salvador Jesus que vem, celebrando o Seu Natal.
Desde os séculos IV e VII, o Advento é vivido em vários lugares do mundo. Era um tempo entendido com tanta seriedade, que no final do século IV, na Gália – França e na Espanha, durava seis semanas com a tradição do jejum, oração e abstinência. Essa preparação se estendia até a Festa da Epifania. Já no fim do século VII, em Roma, o seu significado foi ampliado, a fim de que os fiéis recordassem a segunda vinda do Senhor, constituindo assim “um caráter missionário manifestado na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo”.
Deus é fiel as Suas promessas: o Salvador virá. Daí, a alegre expectativa que deve ser lembrada e vivida, pois o que se espera acontecerá, com certeza, atualizada. Como Igreja que espera clamamos: “vem Senhor Jesus!”

(Fonte: Canção Nova)

5 de outubro de 2017
servos da terra

Ao receber o dom da união mística com Deus, a Irmã Faustina tocou a realidade que os salvos experimentam no céu. O caminho que a santa se engajou de modo especial pela salvação das pessoas foi o da oração e do oferecimento. A Irmã Faustina tirava proveito de cada momento livre para permanecer diante do Santíssimo Sacramento. Ela sabia que a oração perseverante dá frutos maravilhosos: “Jesus permitiu-me conhecer como a alma deve ser fiel à oração, apesar do sofrimento e da secura, e da tentação, pois desta oração com importância depende muitas vezes a realização dos grandes desígnios de Deus. Se não perseverarmos justamente nesta oração, torcemos aquilo que Deus quis fazer através de nós – ou por nós. Que toda alma recorde destas palavras: Estando sob pesar, rezou mais longamente” (Diário, 872). Para as almas que por causa do pecado não puderam se unir com Deus, a religiosa assumiu sofrimentos, os unindo com a entrega de Jesus na cruz. E mesmo que os sofrimentos pelos quais passou parecessem superiores aos que uma pessoa pudesse suportar, Irmã Faustina os tomou com humildade e alegria, sabendo que o Senhor Jesus ao enviar sofrimentos, dá também a força de suportá-los. Um auxílio indispensável para ela foi a meditação sobre a Paixão do Senhor e a Eucaristia: “Percebo-me tão fraca, que se não fosse a Santa Comunhão cairia de uma vez. Só uma coisa me mantém de pé, é a Santa Comunhão, dela tiro forças e nela está minha força. Temo pela vida [se] nalgum dia me faltar a Santa Comunhão. Temo a mim mesma. Jesus oculto na Hóstia é tudo para mim. Do sacrário tomo forças, ânimo, coragem, luz, é aqui que nos momentos de temor busco refúgio. Não conseguiria dar graças a Deus se não tivesse no coração a Eucaristia” (Diário, 1037). No seu Diário, a santa deixou estas palavras de consolação para todos aqueles que estão encarando diferentes faces da dor humana: “Ó, se cada alma sofredora soubesse como Deus a ama, vergaria de alegria e felicidade além dos limites. Um dia conhecemos o que é o sofrimento, mas já estaremos na impossibilidade do sofrimento. O momento atual é nosso”. (Diário, 963)

5 de outubro de 2017
servos da terra

“Ó meu Jesus, dai-me a graça de eu ser um instrumento dócil em Vossas Mãos.” (Diário de Santa Faustina, 1401).

A misericórdia divina revelou-se manifestamente na vida desta bem-aventurada, que nasceu no dia 25 de agosto de 1905, em Glogowiec, na Polônia Central. Faustina foi a terceira de dez filhos de um casal pobre. Por isso, após dois anos de estudos, teve de aplicar-se ao trabalho para ajudar a família. Com dezoito anos, a jovem Faustina disse à sua mãe que desejava ser religiosa, mas os pais disseram-lhe que nem pensasse nisso. A partir disso, deixou-se arrastar para diversões mundanas até que, numa tarde de 1924, teve uma visão de Jesus Cristo flagelado que lhe dizia: “Até quando te aguentarei? Até quando me serás infiel?” Faustina partiu então para Varsóvia e ingressou no Convento das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia no dia 1 de agosto de 1925. No convento tomou o nome de Maria Faustina, ao qual ela acrescentou “do Santíssimo Sacramento”, tendo em vista seu grande amor a Jesus presente no Sacrário. Trabalhou em diversas casas da congregação. Amante do sacrifício, sempre obediente às suas superioras, trabalhou na cozinha, no quintal, na portaria. Sempre alegre, serena, humilde, submissa à vontade de Deus. Santa Faustina teve muitas experiências místicas onde Jesus, através de suas aparições, foi recordando à humilde religiosa o grande mistério da Misericórdia Divina. Um dos seus confessores, Padre Sopocko, exigiu de Santa Faustina que ela escrevesse as suas vivências em um diário espiritual. Desta forma, não por vontade própria, mas por exigência de seu confessor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas, que ocupa algumas centenas de páginas. Santa Faustina sofreu muito por causa da tuberculose que a atacou. Os dez últimos anos de sua vida foram particularmente atrozes. No dia 5 de outubro de 1938 sussurrou à irmã enfermeira: “Hoje o Senhor me receberá”. E assim aconteceu. Beatificada a 18 de abril de 1993 pelo Papa João Paulo II, Santa Faustina, a “Apóstola da Divina Misericórdia”, foi canonizada pelo mesmo Sumo Pontífice no dia 30 de abril de 2000.

Santa Faustina nos apresentou três formas de devoção à misericórdia de Deus: o quadro de Jesus Misericordioso (com a imagem do Ressuscitado abençoando o mundo, com as inscrições ‘Jesus, eu confio em Vós’), a Festa da Misericórdia (celebrada no primeiro domingo depois da Páscoa), e o terço da Misericórdia Divina (diariamente às 15h). Com estas três formas de devoção estão ligadas promessas de grandes graças. A Irmã Faustina experimentou estas bem-aventuranças, recomendando a misericórdia divina a todos os necessitados, começando pelas pessoas tentadas a cometer pecados graves, pelas moribundas e até as almas sofredoras do purgatório. O Senhor Jesus revelou que ser testemunha da misericórdia é um dom que precisa ser partilhado com os outros: “Filha minha, se por ti exijo das pessoas honra à Minha misericórdia, tu deverás ser a primeira a enfatizar esta confiança em Minha misericórdia. Exijo de ti atos de misericórdia, que deverão sair do amor para comigo. A misericórdia terá de ser demonstrada sempre e em todo lugar aos próximos, não poderás disto te demover nem te rejeitares” (Diário, 742). A misericórdia – de acordo com as indicações de Cristo – deve ser demonstrada em ações, palavras e oração. No Diário – que é o livro da vida de Santa Faustina – lemos sobre os atos dela por misericórdia ao próximo. A santa mostrou com sua vida que não se trata de atos espetaculares, que ultrapassam nossas possibilidades, mas em assumir as obrigações diárias com amor. “Jesus, dá-me conhecer e compreender no que consiste a grandeza da alma: não em atos relevantes, mas no grande amor. O amor tem valor e ele dá grandeza aos nossos atos. Mesmo que nossas ações sejam pequenas e comuns em si mesmas, por causa do amor tornam-se grandes e poderosas diante de Deus – razão do amor” (Diário, 889). E, neste espírito, a simples religiosa penetrou pela porta da santidade, cumprindo ofícios de cozinheira, jardineira e porteira nas casas da congregação em Cracóvia, Łagiewniki, Płock e Vilno. Nisto exercitou-se nas três virtudes, que – como a transmitiu Nossa Senhora – são as mais caras para Deus: na humildade, na pureza e no amor a Deus (conf. Diário, 1415).

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