1 de Fevereiro de 2018
servos da terra

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, se não por mim.”

(Jo 14 ,6)

(Des)caminhos, na vida, são passíveis de acontecer a cada vez que a tua esperança for açoitada, a tua fé se tornar enfraquecida, e o amor em ti começar a fenecer.

(Des)caminhos começam a acontecer quando tu cedes espaço à ilusão, quando tu açoitas a esperança e começas a caminhar à contramão.

(Des)caminhos começam a acontecer quando o melhor que há em ti se perde e, por isto, mesmo vivo, começas a morrer.

(Des)caminhos começam a acontecer quando tu fazes concessões, essas que mudam o rumo e a direção de um plano traçado por ti e para ti.

(Des)caminhos começam a acontecer, mesmo nos ganhos, quando perdes a alegria de viver, um sentido para nos ideais de antes ainda permanecer.

(Des)caminhos começam a acontecer quando tu cedes espaço ao que não podes dar continuidade; quando, mesmo estando entre os teus, tu não te sentes mais à vontade.

(Des)caminhos começam a acontecer quando, apesar de tudo, não sabes mais como, por onde ou por que no bem ainda proceder.

Quando tais coisas vierem a acontecer, é tempo então de parar e retomar o amor primeiro, como necessidade imediata pela qual haverás de te balizar.

Dá um tempo a quem todo o tempo já te deu.

Toma aquele que te ama desde toda a eternidade como tua principal prioridade e, por nada nem por ninguém, venhas dele a te afastar.

Que ele ocupe o teu pensamento em todo e qualquer momento.

Que ele seja tua mais cara e grata companhia.

Estando com ele, não caminharás à revelia.

Por ele, não trocarás a noite pelo dia.

(Des)caminhos começam quando, de concessão em concessão, tu rumas para outros rumos, tomando outra direção, e o que nem esperavas antes começa a te acontecer.

Só Um é o caminho. Só Ele é vida. Só Ele é verdade. Fora dele, é morte, é descaminho, é mentira.

(Pe. Airton Freire)

3 de Janeiro de 2018
servos da terra

“O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” (Jo 3, 8)

É tão possível quanto provável que muito do que aconteça fuja ao que de melhor tu tenhas planejado. Existe sempre algo que escapa ao que tu davas como certo, ao que esperavas ver executado. Existe um ‘princípio da indeterminação’ que faz com que algo sempre possa fugir ao controle em toda e qualquer situação. Se esses elementos de indeterminação forem um considerável percentual, tu poderás não perder o controle, mas contar com uma grande parcela do imprevisível, quando tiveres de tornar algo executado. O princípio da indeterminação implica que sempre algo poderá fugir àquilo que tenhas cem por cento planejado. Algo sempre escapará: de tudo o que quiseres fazer, dizer ou pensar, não poderás, in totum, prever, quer partindo de lá, quer vindo de cá. Hás que ter, em tal situação, reação compatível com o factível. Precisarás pôr em execução o princípio da complementariedade. Por ele, haverás de admitir que é a tua diferença com a outra diferença que podem fazer a riqueza do momento surgir, pois, se fosses igual aos demais, nada mais haveria por se fazer. Seriam todos apenas réplicas uns dos outros, o que signi caria a morte. Tu precisas, em tua vida, ter presente que nem tudo poderá acontecer conforme os teus melhores intentos ou planejamentos, o que não significa dizer que não sejas determinado, mas que possibilidades se abrem, e o novo, para além dos teus cuidados, irá acontecer. Se tu guardares, em relação à vida, este olhar, esta compreensão e consequente disposição, estarás aberto a te renovar, a te reciclar, a recapitular antigas posições. Para além do que tu enxergas, muito há da verdade. Ou dito de outra maneira: no que tu enxergas, não se encerra toda a verdade. O que tu vês depende do teu olhar e do ponto a partir do qual tu estejas a enxergar. O ângulo de tua visão não abarca toda a realidade. É necessário, pois, admitir, ao menos, que outra forma de enxergar a realidade existe. Assumir isto evita posição de desnecessário conflito. Ser determinado é também determinar-se ao novo que vai em frente, ao que emerge de diferentes situações, mesmo que sobre isso não tenhas pensado previamente. O novo também emerge a partir daquilo que por ti não tenha sido antecipado. O princípio da indeterminação é que faz o novo, de contínuo, ser emergente. Não feches questão, mas tenhas determinação para querer olhar e enxergar o diferente. Eia, avante! Em frente!

(Pe. Airton)

1 de dezembro de 2017
servos da terra

“Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te sustentará; não permitirá jamais que um justo seja abalado.” (Sl 55, 22)

 O que determina uma ação pode, em parte, de ti não depender, senão terias sempre como evitá-la. Todavia, seus efeitos, no que te concerne, dependem do quanto tu venhas a permitir. Por isto, é preciso ter claramente a natureza do que está mais presente em ti, porque com isto tu haverás de contar quando tiveres de agir. Optar é determinar-se por algo e seguir em frente, assumindo as consequências da posição tomada, mas deixando a possibilidade de parar para avaliar, a fim de melhorar e seguir em frente.

Existem ações que determinam situações que não dependem de ti. De ti não depende, por exemplo, que elas existam, contudo, tua reação precisa corresponder ao que já tenhas preparado, construído, bem solidificado a partir das tuas moradas, a fim de não seres confundido quando por alguma coisa tiveres optado. Se tiveres feito determinada opção, um preço por ela haverás de pagar; e, da mesma forma, se não tiveres optado, um preço igualmente existirá. Tudo tem seu preço, tudo tem seu custo, mesmo as coisas doadas: elas têm um custo (e não estou falando de custo de produção) e uma duração, custo até de arcar com as consequências daquele ato. Um preço alto tu haverás de pagar por viver a liberdade, um preço caro ainda tu poderás pagar quando vieres a perder esta mesma liberdade. Por isso, age com determinação; que sejas claro e preciso para que todos possam perceber a clareza da tua posição e entendam, enquanto possível, aonde tu queres chegar. Assim, a razão de tua alegria, de tua esperança, em atos determinados, o mundo haverá de enxergar.

Que sejas pessoa determinada, consiso, equilibrada. Determinação passa por maturidade; do contrário, estaria se tratando de pessoas com atos impensados. Para que ajas com determinação, precisas cultivar poucas – mas necessárias – convicções e que em alicerce bem fundamentado os teus atos sejam determinados. Do contrário, tu poderás cultivar a ilusão, e, por outros, seres também ludibriado.

Age com determinação, com precisão. Antes, passa tudo por um discernimento. Volto a dizer: equilíbrio entre coração e mente, e, depois, com clareza, segue em frente. Se for possível parar para avaliar, não te esquives de fazê-lo. Há certas coisas de que não podes abrir mão, sob pena de que venhas a te perder.

Pe. Airton Freire

Páginas: 12345... 25»

Multimídia Terra


Fatal error: Call to undefined function pg_connect() in /home/funda153/public_html/blog/wp-content/themes/terra_antigo/sidebar.php on line 96