1 de outubro de 2017
servos da terra

“Uma coisa ainda te falta. Vende tudo que tens, distribui aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. O jovem porém, ouvindo isso, ficou cheio de tristeza, pois era muito rico, e retirou-se.” (Lc 18, 22-23)

“Perdas, em tua vida, começam a acontecer quando tu, primeiramente, não sabes administrar-te e vives sem ter claro o para quê. Ganhos, na vida, começam a acontecer quando, mesmo nas dificuldades, tu consegues fazer superação dos teus limites e, para que teus atos não sejam de tua fala desmentidos, vives a coerência, na verdade, como tua maior prioridade. Perdas ou ganhos, na tua vida, poderão surgir a depender da forma como tu encaras as situações, pois, mesmo que venhas a perder, a lição que disto fica é um ganho para ti, a fim de que, de situações semelhantes, possas tu vir a te precaver.
Tu começas a te perder quando não sabes administrar o ato de ganhar. Ganhas mesmo quando, das perdas, uma lição consegues tirar. Se, em tua vida, for difícil continuar, lembra-te de que é preciso passar por certas podagens para que mais intensamente venhas tu a produzir, pois aqueles que caminham sempre em frente – e, por isso, não fazem paradas – correm grandes riscos de não chegar ao ponto traçado como objetivo. Aqueles que, na vida, não experimentam algumas podagens não têm noção de seus próprios limites e dos benefícios que as podagens podem trazer. Pessoas assim não buscam, primeiramente, ser e querem ter, acabando por se perder no próprio ato de ter. Ganhos poderão acontecer quando souberes administrar o momento presente que te for dado viver. Ganhos haverá se, mesmo das perdas, uma lição puderes tirar. Perdas se acumularão se, nos ganhos, não sabendo o que fazer, vieres tu a te perder de ti mesmo, não sabendo ao certo o que fazer nem aonde ir.”
(Pe. Airton)

1 de setembro de 2017
servos da terra

A Pa(lavra) de outubro de 2017: Deixaram tudo e o seguiram.” (Lc 5, 11)

“A situação que mais frequentemente ou mais intensamente tens experimentado é que tu te apresentas, ao longo de tua vida, como um ser de falta. Alguma coisa te falta e, por isso, demandas, buscando o preenchimento, a realização do que se apresenta como uma inquietação, uma insuficiência neste ou naquele momento.

A experiência mais intensa que tens feito ao longo da tua vida é amar ou não amar, independentemente de erros, acertos ou defeitos.
Existe alguma coisa que te mobiliza a querer, e para isto nem sempre encontras explicações nesta ou naquela forma de ser e proceder. Tu, por vezes, sentes-te impulsionado a fazer ou a querer o que, interiormente, não desejas.

Existem coisas que, há muito, já deverias ter deixado, mas a elas te apegas para que de ti não fujam nem saiam de teus cuidados. Tu te percebes, por vezes, como um ser dividido, como se um hiato houvesse entre o teu querer e a tua vontade.
Existem coisas que estão em ti presentes, mais fortemente, do que a tua própria vontade, de sorte que não te sentes total e interiormente livre para pôr em prática um projeto em que acreditas e que tens, há muito tempo, planejado. Essa insuficiência gera em ti, por vezes, um estado de insatisfação que transborda para alguns aspectos de tua vida, fazendo com que não te sintas à vontade nem te percebas por inteiro quando tens que enfrentar determinadas situações.

A experiência mais intensa da qual participas é a de que és um ser de falta. Alguma coisa em ti busca o sentido de ser, e outras coisas te acontecem para além do que tens almejado ou para ti mesmo programado, contrariando tua mais íntima vontade.
Por seres faltante, tu és demandante, em busca de preenchimento desta falta. Teu intento se dirige para algo que possa obturar esse hiato, esse espaço de ausência, e, quando não consegues, buscas outros preenchimentos nem sempre compatíveis com tua própria vontade.

A experiência mais intensa da qual participas é que tu és um ser de falta e que precisas te administrar, pois, se não administrares a ti, primeiramente, como haverás de administrar o que exteriormente a ti está? Grava bem o que te digo: se não administrares a ti mesmo, enquanto ser de falta, não saberás lidar quando o inesperado vier te visitar. Guarda: o inesperado é a variável possível do planejado. O inesperado tem, ao menos, dois lados, e com um e outro, em tua vida, tu precisas saber lidar.

Enquanto seres de falta, todas as pessoas precisam, primeiramente, consigo mesmas saberem lidar. Do contrário, vão se deparar com perdas à vista, sem saber aonde tudo isto vai levar.”
(Pe. Airton)

1 de agosto de 2017
servos da terra

“Se eu falar, a minha dor não cessa, e, calando-me eu, qual é o meu alívio? […] Pois estou prestes a cair, e minha dor é permanente.” (Jó 16, 6; Sl 38, 17)

Se alguém te perguntasse: “afinal de contas, o que te faz, por vezes, sentir-te como os que vivem ou estão à revelia?”, o que responderias? O que marca a dor? A dor marca um tempo, feito de um antes, durante e um depois. Por quais vias a dor deixa marcas? Por acontecimentos vividos ou até por aqueles sentidos, embora fantasmados. Por quem a dor é admitida? Por quem lhe tenha dado espaço. Assim, ela se torna instalada. Se alguém já disse que “o melhor da vida é viver na gratuidade”, por que há quem se destine a renovar o espaço da dor ali onde ela mais intensamente tenha sido marcada? Exemplo: por que renovar, em atos constantes, o traço da dor do que já se deveria ter superado? Que marca é esta, cuja releitura reiteradas vezes está sendo formalizada? Não haveria nisso uma “curtição”, algo da ordem de uma morbidez cultivada? Por que dessa marca não consegues te distanciar? O que tenha sido marcado, por um tempo, não seria já o momento de fazer ultrapassagem? O que se há de fazer para que, ao menos, uma lição da dor se obtenha, ao invés de renová-la ao longo dos próximos acontecimentos? Por que se diz que a dor educa e até salva? A educação que passa pela dor encontra na sua superação qual motivação? E quem da dor é detentor encontra nisso qual valor? Se a dor é inerente à humana condição, é preciso encontrar um lugar onde ela não se torne um elemento balizador, orientador de toda uma vida em tudo que essa vida queira realizar. Se a dor tem seu lugar, que seja isto preciso e bem específico, a fim de que ela não ganhe uma dimensão maior do que a que lhe é devida. O que não concerne à dor é o que mais ao homem é devido. Não fomos criados para sofrer ou não sofrer, mas para viver com dignidade. Criados fomos para amar, embora por amar possamos também sofrer. Por que marca a dor? Por quem a dor é marcada? Por que se diz que a dor educa e até salva? Se a dor tem seu lugar, convém que este seja bem preciso e específico, repito, e que não faças dela um elemento norteador do que na vida tens de mais caro, pois isto não faria, para viver, nenhum sentido.

(Pe. Airton)

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