1 de dezembro de 2017
servos da terra

“Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te sustentará; não permitirá jamais que um justo seja abalado.” (Sl 55, 22)

 O que determina uma ação pode, em parte, de ti não depender, senão terias sempre como evitá-la. Todavia, seus efeitos, no que te concerne, dependem do quanto tu venhas a permitir. Por isto, é preciso ter claramente a natureza do que está mais presente em ti, porque com isto tu haverás de contar quando tiveres de agir. Optar é determinar-se por algo e seguir em frente, assumindo as consequências da posição tomada, mas deixando a possibilidade de parar para avaliar, a fim de melhorar e seguir em frente.

Existem ações que determinam situações que não dependem de ti. De ti não depende, por exemplo, que elas existam, contudo, tua reação precisa corresponder ao que já tenhas preparado, construído, bem solidificado a partir das tuas moradas, a fim de não seres confundido quando por alguma coisa tiveres optado. Se tiveres feito determinada opção, um preço por ela haverás de pagar; e, da mesma forma, se não tiveres optado, um preço igualmente existirá. Tudo tem seu preço, tudo tem seu custo, mesmo as coisas doadas: elas têm um custo (e não estou falando de custo de produção) e uma duração, custo até de arcar com as consequências daquele ato. Um preço alto tu haverás de pagar por viver a liberdade, um preço caro ainda tu poderás pagar quando vieres a perder esta mesma liberdade. Por isso, age com determinação; que sejas claro e preciso para que todos possam perceber a clareza da tua posição e entendam, enquanto possível, aonde tu queres chegar. Assim, a razão de tua alegria, de tua esperança, em atos determinados, o mundo haverá de enxergar.

Que sejas pessoa determinada, consiso, equilibrada. Determinação passa por maturidade; do contrário, estaria se tratando de pessoas com atos impensados. Para que ajas com determinação, precisas cultivar poucas – mas necessárias – convicções e que em alicerce bem fundamentado os teus atos sejam determinados. Do contrário, tu poderás cultivar a ilusão, e, por outros, seres também ludibriado.

Age com determinação, com precisão. Antes, passa tudo por um discernimento. Volto a dizer: equilíbrio entre coração e mente, e, depois, com clareza, segue em frente. Se for possível parar para avaliar, não te esquives de fazê-lo. Há certas coisas de que não podes abrir mão, sob pena de que venhas a te perder.

Pe. Airton Freire

1 de novembro de 2017
servos da terra

“E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz.” (Lc 16,8)

“Em tua vida, elementos vão tomando curso, ajudando ou atrapalhando o percurso, com valor de uso ou constituindo-se abuso, clareando a mente ou tornando o coração obtuso. Em tua vida, tu podes experimentar o desejo de ir ou o de permanecer do lado de cá, assim como uma vontade de partir sabendo ter que ficar. Coloca-se para ti, então, a questão: perdas acontecem mesmo quando tu não mereces, mas mereces todas as vezes tirar de tudo uma lição.

Ganhos podem acontecer para além até do que tu possas prever, mas ganhos também podem te levar a te perder. Se não souberes como te haver, vindo a ganhar, poderás experimentar perdas, por não saber como a ti mesmo te controlar.

Ganhos e perdas participam da mesma realidade, pois há coisas que, vindo a perderem-se, constituirão ganhos e melhora na qualidade de vida. Por outro lado, há coisas que, se as ganhasses, começarias a te descaracterizar, perdendo o sentido e os valores mais firmes que em ti, nos tempos atuais, tens a conservar. Ao longo de um percurso, muitas coisas poderás conhecer; outras a elas poderão se juntar. Quanto a ti, convém discernir, distinguir antes de escolher qual a parte que contigo ficará.

Em tua vida, estás sempre tomando decisões – algumas difíceis, outras nem tanto – que precisam ser pensadas, bem avaliadas, para que tu possas evitar, enquanto estiver ao teu alcance, sofrimentos tantos e desnecessários. Em tua vida, é preciso, de constante, tomar determinadas posições, pois aqueles que não se posicionam sofrem em consequência de suas (in)decisões. Em tua vida, tu precisas, de constante, saber ao certo para onde tu queres ir, porque aqueles que não sabem para onde ir não saberão, tampouco, persistir. É preciso que, em tua vida, determines a ação ligada ao teu querer, pois as indeterminações não te ajudarão, mas, ao contrário, contribuirão para um conflito entre o teu desejo e o teu querer.

Na vida, hás que ter determinação sem ser intransigente. Determinando-te, grandes chances de sucesso terás. Hás que ser insistente, mas não inconveniente. O que determina uma ação passa pelo equilíbrio da mente (que, às vezes, mente) e do coração (sem coação) e também pela certeza do objetivo claro que se tem determinadamente.

Se tu viveres com determinação, não haverás de arrepender-te por querer acertar, mesmo que, em erros, como resultado, teu desejo venha a se dar. Erros poderão ser consertados se tiveres humildade, condição sine qua non para que apreendas as lições, estas que te acompanharão ao longo de tua vida em outras situações.

Considera que, na vida, estás sempre ensinando e aprendendo e que tudo tem o seu momento, que tudo vem com sua oportunidade. O que não pode te faltar é a determinação de seguir em frente, de levar adiante um projeto que guardas no coração. Volto a repetir: equilibrado com a mente, a fim de que não vivas nem a frieza da razão nem a tirania da paixão, é preciso agir com determinação.

Tu precisas tomar uma decisão, mas, para isto, convém fazer um discernimento, pois decisão tomada e posta em prática é por uma cisão marcada. Por algumas indecisões, tu poderás pagar caro, mas também por precipitações poderás não lograr suficiente, duradouro, desejável resultado. Que tu estejas bem certo acerca daquilo que queres fazer, e que a tua vida seja pautada por um reto proceder. Considera, exatamente, qual seja a razão principal do que te faz viver e querer, o motivo principal que te faz optar, pois essa (in)determinação no querer, expressa em (in)decisão, um preço alto para ti haverá de custar.”

(Pe. Airton)

1 de outubro de 2017
servos da terra

“Uma coisa ainda te falta. Vende tudo que tens, distribui aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. O jovem porém, ouvindo isso, ficou cheio de tristeza, pois era muito rico, e retirou-se.” (Lc 18, 22-23)

“Perdas, em tua vida, começam a acontecer quando tu, primeiramente, não sabes administrar-te e vives sem ter claro o para quê. Ganhos, na vida, começam a acontecer quando, mesmo nas dificuldades, tu consegues fazer superação dos teus limites e, para que teus atos não sejam de tua fala desmentidos, vives a coerência, na verdade, como tua maior prioridade. Perdas ou ganhos, na tua vida, poderão surgir a depender da forma como tu encaras as situações, pois, mesmo que venhas a perder, a lição que disto fica é um ganho para ti, a fim de que, de situações semelhantes, possas tu vir a te precaver.
Tu começas a te perder quando não sabes administrar o ato de ganhar. Ganhas mesmo quando, das perdas, uma lição consegues tirar. Se, em tua vida, for difícil continuar, lembra-te de que é preciso passar por certas podagens para que mais intensamente venhas tu a produzir, pois aqueles que caminham sempre em frente – e, por isso, não fazem paradas – correm grandes riscos de não chegar ao ponto traçado como objetivo. Aqueles que, na vida, não experimentam algumas podagens não têm noção de seus próprios limites e dos benefícios que as podagens podem trazer. Pessoas assim não buscam, primeiramente, ser e querem ter, acabando por se perder no próprio ato de ter. Ganhos poderão acontecer quando souberes administrar o momento presente que te for dado viver. Ganhos haverá se, mesmo das perdas, uma lição puderes tirar. Perdas se acumularão se, nos ganhos, não sabendo o que fazer, vieres tu a te perder de ti mesmo, não sabendo ao certo o que fazer nem aonde ir.”
(Pe. Airton)

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